Attack Urbano https://www.attackurbano.com.br/ Cultura Underground Wed, 15 Oct 2025 04:33:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9 https://www.attackurbano.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-icone-granada-32x32.png Attack Urbano https://www.attackurbano.com.br/ 32 32 TERROR – Turnê América Latina 2026 https://www.attackurbano.com.br/2025/10/15/terror-latin-america-tour-2026-brasil/ https://www.attackurbano.com.br/2025/10/15/terror-latin-america-tour-2026-brasil/#respond Wed, 15 Oct 2025 04:33:11 +0000 https://www.attackurbano.com.br/?p=2101 A lenda do hardcore de Los Angeles está de volta! 🔥O Terror, uma das bandas mais influentes da cena mundial, anuncia sua tour pela América Latina em janeiro de 2026,

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A lenda do hardcore de Los Angeles está de volta! 🔥
O Terror, uma das bandas mais influentes da cena mundial, anuncia sua tour pela América Latina em janeiro de 2026, trazendo toda a intensidade e energia que marcaram mais de duas décadas de história no hardcore.

E o Brasil será palco de duas apresentações exclusivas que prometem estremecer o público com clássicos como Keepers of the Faith, Overcome e Stick Tight.
Prepare-se para mosh, sing along e puro espírito hardcore!


Datas confirmadas no Brasil

  • Curitiba – sábado, 24 de janeiro, 20:00, no BelvedereIngressos Aqui
  • São Paulo – domingo, 25 de janeiro de 2026, 16:00, no City Lights Music HalIngressos Aqui

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Bay Area Estúdios Apresenta https://www.attackurbano.com.br/2025/10/06/bay-area-estudios-apresenta/ https://www.attackurbano.com.br/2025/10/06/bay-area-estudios-apresenta/#respond Mon, 06 Oct 2025 20:28:52 +0000 https://www.attackurbano.com.br/?p=2093 LINE-UP PESADO E CAUSA NOBRE!  ​Prepare-se para uma noite de rock autoral no Bay Area Estúdios com as bandas: ONE LAST HOPETHE UPPERGROUNDSELFDRIVEOVERLAP ​O rolê é SOLIDÁRIO: a entrada é

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LINE-UP PESADO E CAUSA NOBRE! 

​Prepare-se para uma noite de rock autoral no Bay Area Estúdios com as bandas:

ONE LAST HOPE
THE UPPERGROUND
SELFDRIVE
OVERLAP

​O rolê é SOLIDÁRIO: a entrada é 1 kg de alimento não perecível que será doado integralmente para o Abrigo Bezerra de Menezes, que cuida de idosos na Penha. Sua presença faz a diferença!

Data: Sabádo – 18/10/2025

Início: 18h

Local: Av. Zelina, 1305 – Vila Prudente – São Paulo – SP
​Venha curtir o som e fazer o bem! Compartilhe!

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O dia que estive na East Side Gallery e encarei o Muro de Berlim https://www.attackurbano.com.br/2025/09/23/east-side-gallery-berlim/ https://www.attackurbano.com.br/2025/09/23/east-side-gallery-berlim/#respond Tue, 23 Sep 2025 06:08:40 +0000 https://www.attackurbano.com.br/?p=1879 Descubra a East Side Gallery em Berlim: murais históricos, arte urbana e histórias do Muro de Berlim em fotos e relatos de viagem.

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Já mostrei aqui sobre o dia que conheci a Brick Lane em Londres, e alguns dias antes, em agosto de 2024, estive na East Side Gallery, em Berlim, famosa por seus murais e arte urbana espalhados pelo muro. Assim como Londres, Berlim também é um museu a céu aberto: partes da história estão por toda a cidade, e a arte urbana aparece nos lugares mais inesperados.

O Muro de Berlim: História e Significado

Em agosto de 1961, a Alemanha Oriental (RDA), apoiada pela União Soviética, ergueu o Muro de Berlim, separando Berlim Ocidental e Berlim Oriental. O objetivo era conter a fuga em massa de cidadãos para o lado ocidental, que representava liberdade e capitalismo.

O muro se estendia por mais de 150 km, com torres de vigilância, fossos e cercas de arame farpado. Durante quase três décadas, centenas de pessoas perderam a vida tentando atravessá-lo, enquanto milhares de famílias ficaram divididas.

Mais do que concreto, o muro virou símbolo da Guerra Fria, da repressão e da separação ideológica do mundo.

Em 9 de novembro de 1989, após protestos e pressões políticas, o muro finalmente caiu. As imagens de cidadãos destruindo o concreto se tornaram ícones da liberdade reconquistada.

A East Side Gallery: arte, memória e liberdade

Após a queda do Muro de Berlim, a cidade se viu diante de uma questão: o que fazer com os trechos que ainda permaneciam? Enquanto muitos blocos de concreto foram demolidos ou vendidos como souvenirs, um trecho de 1,3 km às margens do rio Spree foi preservado graças à iniciativa de artistas, ativistas e da comunidade local. A proposta era transformar o símbolo da divisão em um espaço de memória e expressão artística, criando algo que celebrasse a liberdade recém-conquistada.

Em 1990, mais de 100 artistas de diversos países pintaram diretamente sobre o concreto, dando origem à East Side Gallery — a maior galeria de arte a céu aberto do mundo. Cada mural carrega uma mensagem: alguns criticam a opressão e regimes autoritários, outros celebram liberdade, esperança e paz. Entre eles há sátiras políticas, homenagens a figuras históricas, abstrações e obras que capturam sentimentos universais de resistência e transformação.

A galeria rapidamente se tornou um símbolo cultural internacional, atraindo turistas e artistas interessados em testemunhar e participar dessa fusão entre história e arte urbana. Ao longo dos anos, a East Side Gallery também precisou lidar com a preservação das obras: desgaste do tempo, vandalismo e restaurações fazem parte de seu ciclo de vida, reforçando sua condição de espaço vivo e em constante transformação.

Mais do que uma atração turística, a East Side Gallery é um memorial visual, registrando a transição de uma Berlim dividida para uma cidade unificada, e mostrando como a arte pode transformar muros em instrumentos de diálogo, crítica e resistência.

Os clássicos da galeria

“O beijo fraternal” – Dmitri Vrubel (1990)
Talvez o mural mais famoso da galeria, também é o mais complicado de se fotografar: as pessoas param para tirar fotos, formando filas e selfies. Eu demorei para conseguir um clique sem ninguém na frente.
Inspirado numa foto real de 1979, retrata o beijo entre Leonid Brezhnev e Erich Honecker, líderes da União Soviética e da RDA. A frase abaixo — “Meu Deus, ajuda-me a sobreviver a este amor mortal” — reforça a crítica à relação sufocante entre regimes políticos.

“Trabant atravessando o muro” – Birgit Kinder
Um dos murais mais icônicos da East Side Gallery, retrata o carro símbolo da Alemanha Oriental explodindo o concreto, representando a liberdade de movimento e a quebra das barreiras impostas pelo regime. Fotografar aqui é mais tranquilo, mas ainda assim o movimento de turistas exige paciência para conseguir um clique limpo.

“Mauerspringer (O Saltador de Muros)” – Gabriel Heimler
Este mural captura a essência da coragem e do impulso humano de romper barreiras. A figura representada parece estar em movimento, quase como se estivesse congelada no ar, saltando sobre o muro. A composição dinâmica transmite sensação de liberdade, urgência e superação, reforçando o tema da fuga e da resistência. É uma obra que impressiona pelo movimento e pela energia que transmite, lembrando que mesmo estruturas rígidas podem ser ultrapassadas com coragem e determinação.

“Obrigado, Andrei Sakharov” – Dmitri Vrubel e Viktoria Timofeeva
Homenagem ao físico e dissidente soviético Andrei Sakharov, defensor dos direitos humanos. O mural destaca a importância de vozes corajosas em tempos de opressão, e é relativamente fácil de registrar em foto, mas ainda assim é impressionante ver a dimensão do mural pessoalmente.

“Solução diagonal para um problema” – Michail Serebrjakow
Composição abstrata que sugere soluções criativas para problemas rígidos. A fotografia captura bem o contraste das cores e linhas diagonais, mas a intensidade das cores muda conforme a luz do dia, então cada clique pode ser diferente.

Minhas fotos da East Side Gallery

Após apresentar os murais mais conhecidos, segue mais algumas artes de outros trechos da galeria que registrei, mostrando tanto outros murais oficiais quanto a parte livre da galeria, repleta de grafites, pixações e intervenções espontâneas.



Arte nos arredores

A região próxima à East Side Gallery é cheia de intervenções urbanas, e além das obras oficiais da galeria, existe um lado mais livre, com pixações, grafites e murais espontâneos. Confira algumas outras artes da região:

Memória, liberdade e arte

Caminhar pela East Side Gallery é atravessar fronteiras — não apenas do passado, mas também da própria arte. O muro que antes separava pessoas hoje inspira, colore e lembra que a liberdade precisa ser conquistada, defendida e celebrada.

A cidade, assim como a galeria, mostra que a arte urbana pulsa nas ruas, resiste ao tempo e transforma concreto em história viva.

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Do caos de São Paulo ao underground, o som brutal do Trágico https://www.attackurbano.com.br/2025/09/17/tragico-punk-sao-paulo/ https://www.attackurbano.com.br/2025/09/17/tragico-punk-sao-paulo/#respond Wed, 17 Sep 2025 23:51:56 +0000 https://www.attackurbano.com.br/?p=1819 Diretamente de São Paulo, o Trágico traz o som brutal do punk com letras afiadas que refletem o caos urbano e a resistência do underground. Conheça o álbum Vida Amarga, clipes e os shows da banda.

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Diretamente de São Paulo/SP, o Trágico surge como uma das vozes intensas do punk nacional. Formada por Fernando (vocal), Amanda (baixo), Fejones (guitarra) e Déda (bateria), a banda carrega no som a crueza do punk, com letras afiadas que refletem um mundo injusto e a energia de quem encontra na música uma forma de resistência e expressão.

A história começou quando Déda e Amanda decidiram dar vida a um novo projeto. O grupo ganhou forma com a chegada de Fernando e, posteriormente, de Fejones, que trouxe novas referências e ajudou a consolidar a identidade atual. Definir o estilo do Trágico passa inevitavelmente pelo punk. Como a própria banda afirma, esse rótulo já diz muito, mas eles não se limitam a subgêneros, preferindo mesclar tudo o que os inspira. No fim, brincam dizendo que o resultado é “Punk BR”.

As influências são vastas: do Reino Unido dos anos 80 ao Hardcore japonês e sueco, passando pela força sul-americana. Mas é no Brasil que encontram sua maior base, com inspirações de Restos de Nada, Inocentes, Cólera, DZK e de Ratos de Porão em sua fase punk. Além disso, as vivências em outras bandas também ajudam a moldar a sonoridade. O resultado é um som direto, cru e intenso.

As letras, por sua vez, refletem o peso da realidade: guerras, violência policial, desigualdade social e a falta de perspectiva de futuro. Em algumas músicas, o tom é mais existencialista e autobiográfico, como em “Monstro em Mim” e “Vida Amarga”. Outras faixas, como “Mausoléu”, “Máquinas” e “Me Fuder”, exploram as incertezas do amanhã. Para a banda, existir nesse contexto já é um ato político, e a mensagem é clara: mesmo diante do caos, é preciso resistir, se manter de pé e incomodar.


Do vinil aos clipes: identidade visual e som do Trágico

O primeiro trabalho lançado foi o álbum “Vida Amarga”, disponível em vinil, CD e plataformas digitais. Falamos dele em nossa matéria sobre a cena atual e o retorno do formato físico no underground. O processo de gravação contou com a produção de Fabio (Hardcaos), que ajudou a moldar o som e trouxe tranquilidade ao processo. O resultado final deixou a banda muito satisfeita, mesmo com a tensão natural de estarem gravando seu primeiro disco completo.

Desde o início, o Trágico sabia que o material deveria sair em formato físico. Primeiro em CD digisleeve, diagramado por Amanda, e depois em vinil, em parceria com selos independentes. Para eles, a parte gráfica é essencial para dar identidade ao trabalho, ajudando a traduzir o clima das músicas. Essa mesma atenção ao visual se estende aos clipes, que são vistos como uma forma de ampliar a mensagem. A banda já lançou três: “Máquinas” e “Monstro em Mim”, gravados e editados de forma independente por Déda, e “Ponta de Faca”, dirigido por Anderson Alonso. Outros dois estão a caminho.

Confira abaixo o clipe de “Monstro em Mim“:

Palco, projetos e bastidores: a vida do Trágico em ação

No palco, o Trágico já viveu momentos importantes, como a participação em eventos como o Metalpunk Overkill, Soco da Fuça Fest e Som Punk na Cidade, além do lançamento de seu primeiro álbum e de seu show de estreia. Agora, se preparam para uma série de apresentações ainda em 2025: 3/10 no Depois Fim do Mundo (SP), 11/10 no DDP Fest (Casa de Cultura Butantã e Mogi das Cruzes), 26/10 no HC Solidário (SP), 9/11 no Porão da Cerveja (SP), 29/11 no Cafundó (SP) e 20/12 no Veganaassoo (SP).

Além da própria trajetória, os integrantes também se dividem em outros projetos. Fernando e Déda fazem parte da Herdeiros do Ódio, enquanto Fejones atua no Tempos de Morte e já passou pela Nuclear Frost. Essas experiências paralelas acabam enriquecendo ainda mais a proposta do Trágico.

Entre as curiosidades da banda, uma das histórias mais marcantes é sobre a música “Monstro em Mim”, que foi gravada sem letra definida. Fernando escreveu os versos posteriormente, inspirado na métrica de “Amor Inimigo”, das Mercenárias, e voltou ao estúdio duas semanas depois para registrar os vocais. O resultado se tornou uma das faixas mais intensas do disco.


Com letras afiadas, energia bruta e uma forte ligação com o underground, o Trágico reforça a relevância do punk paulistano e prova que a chama do “faça você mesmo” segue mais viva do que nunca.

Contato
E-mail: tragicopunk@gmail.com

Redes e Links
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Bad Day, entre o hardcore melódico, resistência e novas tempestades no underground https://www.attackurbano.com.br/2025/09/15/bad-day-hardcore-emocore-curitiba/ https://www.attackurbano.com.br/2025/09/15/bad-day-hardcore-emocore-curitiba/#respond Mon, 15 Sep 2025 04:31:47 +0000 https://www.attackurbano.com.br/?p=1748 A Bad Day mistura a energia do Hardcore Melódico com a intensidade do Emocore, entregando composições honestas que refletem o cotidiano, sentimentos e emoções de forma crua, sem filtros.

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Diretamente de Curitiba/PR, a Bad Day mistura a energia do Hardcore Melódico com a intensidade do Emocore, entregando composições honestas que refletem o cotidiano, sentimentos e emoções de forma crua, sem filtros. A formação conta com Lucas (guitarra e vocal), Berg (guitarra e backing vocal), Evandro (baixo e backing vocal) e Marco (bateria).

A história do grupo remonta a alguns anos, mas foi em novembro de 2024 que a formação atual se consolidou, após um período de hiato. Evandro e Marco, integrantes remanescentes, se reencontraram com Berg — que ensaiava no mesmo estúdio em um horário anterior — e a química musical aconteceu de imediato. Pouco depois, Lucas se juntou ao time, completando a identidade da Bad Day.

Cada integrante traz influências próprias, mas nomes como Basement, Hateen, Samian, Fresno e Menores Atos marcam presença no lado mais emocore. Já na vertente hardcore, referências como Rise Against, Bad Religion, Hot Water Music, The Flatliners, Dead Fish e Sugar Kane ajudam a moldar o estilo. O rap também aparece como inspiração, tanto na escrita quanto na construção das músicas.

As letras nascem de sentimentos que insistem em retornar durante momentos de reflexão ou ócio: pensamentos do tipo “e se eu tivesse feito…?”, questionamentos sobre relacionamentos, persistência, autoconfiança e até desabafos sobre o peso da vida. O contexto social em que vivemos também aparece, sempre com o objetivo de mostrar que, se alguém se identifica com aquelas histórias, não está sozinho — mesmo que seja “chorando no banho escondido pra ninguém ver”, como brinca a banda.

Na bagagem, a Bad Day já tem dois EPs e um single. O primeiro, Sentido Oposto (2023), foi gravado com outra formação e sonoridade. Já com o time atual, vieram o Single Milhas e o EP Navegando na Tempestade, ambos disponíveis no Spotify e em praticamente todas as plataformas de streaming.

Milhas ganhou ainda um clipe produzido de forma totalmente DIY (Do It Yourself), desde a construção do cenário até a direção e edição, realizado pela própria banda com ajuda de amigos e familiares. O resultado pode ser conferido logo abaixo ou no canal oficial do YouTube:

Para o grupo, clipes são indispensáveis no cenário atual. Mais do que uma ferramenta de divulgação, eles são uma forma de mostrar quem está por trás do som e ampliar a mensagem das músicas através do audiovisual. É uma maneira de acrescentar camadas de significado, com elementos visuais e referências que vão além do áudio.


Gravação do EP Navegando na Tempestade


O processo de gravação de Navegando na Tempestade foi intenso. O EP foi registrado no Estúdio Umsó, em São Gonçalo, com produção, gravação, mix e master de Mario Netto (Plastic Fire/Triunfe). Durante quatro dias, os músicos literalmente moraram dentro do estúdio, enfrentando momentos de diversão, estresse e cansaço, sempre com tempo e recursos limitados. Apesar da correria, o resultado superou as expectativas e se tornou motivo de orgulho. Além do trabalho técnico, Mario também hospedou a banda em sua casa e ofereceu todo o suporte necessário, o que rendeu agradecimentos calorosos dos integrantes.

Falando da cena curitibana, a banda reconhece a relevância histórica da cidade dentro do hardcore nacional, especialmente no início dos anos 2000, quando tudo acontecia de forma rudimentar, mas cheio de energia. Se no passado havia exploração de bandas por produtores, hoje esse problema diminuiu bastante. Por outro lado, a cena autoral perdeu espaço diante da ascensão de tributos e covers. Para a Bad Day, embora esse formato tenha seu valor, não é sustentável a longo prazo. O desafio agora é conquistar espaço, furar a bolha dos conhecidos e firmar um público próprio — algo difícil para uma banda independente, mas que eles fazem com paixão.

Os integrantes também carregam experiência de outros projetos. Evandro e Marco seguem na Bad Day há algum tempo, mas Evandro já teve o This Disaster, focado em New Found Glory, enquanto Marco passou pela Dialética. Berg vem da reconhecida All The Postcards, e Lucas integrou a Cannon of Hate, de São Paulo.

Entre os momentos mais marcantes da trajetória, o grupo destaca a gravação do EP, do single e do clipe mais recentes. A vivência intensa no estúdio e a experiência audiovisual trouxeram aprendizados valiosos e marcaram um novo patamar para a banda.



Próximos shows

Na estrada, a banda tem algumas datas confirmadas:
– 04 de outubro: Festival Brava Rock – Angra dos Reis/RJ
– 11 de outubro: Curitiba/PR, ao lado da banda sueca Rebuk

Quem quiser conhecer melhor o trabalho da Bad Day ou até mesmo entrar em contato com os caras, pode conferir os links e contatos abaixo:

Contato
E-mail: badday.show@gmail.com
Tel: (41) 99143-4052 / (41) 99732-4441

Redes e Links
Spotify
Youtube
Instagram

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O dia que conheci a Brick Lane sem saber o que era a Brick Lane https://www.attackurbano.com.br/2025/09/04/o-dia-que-conheci-a-brick-lane-sem-saber-o-que-era-a-brick-lane/ https://www.attackurbano.com.br/2025/09/04/o-dia-que-conheci-a-brick-lane-sem-saber-o-que-era-a-brick-lane/#respond Thu, 04 Sep 2025 04:49:33 +0000 https://www.attackurbano.com.br/?p=1644 Em 2024 tive a oportunidade de fazer, pela segunda vez, uma viagem para a Europa, desta vez passando por 9 cidades em 5 países. Uma dessas cidades foi Londres, ao qual sempre tive o sonho de conhecer e ver de perto algumas referências e influências que sempre tive deste lugar… Afinal, Londres é o berço do Punk.

O post O dia que conheci a Brick Lane sem saber o que era a Brick Lane apareceu primeiro em Attack Urbano.

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Em 2024 tive a oportunidade de fazer, pela segunda vez, uma viagem para a Europa, desta vez passando por 9 cidades em 5 países. Uma dessas cidades foi Londres, ao qual sempre tive o sonho de conhecer e ver de perto algumas referências e influências que sempre tive deste lugar… Afinal, Londres é o berço do Punk.

Entre alguns rolês por esta “eurotrip”, o roteiro programado contou com muita coisa que admiro e sempre quis conhecer… Conferi de perto o festival mais Punk Rock do mundo, o Rebellion Festivals em Blackpool (Inglaterra), visitei o Museu Banksy de Bruxelas (Bélgica) e também o Museu Van Gogh em Amsterdã (Holanda), o museu mais foda que já fui na vida… Estive também no estádio Millerntor-Stadion em Hamburgo (Alemanha), o estádio do time de futebol mais punk que existe, o St. Pauli.

Em todas as viagens que faço, sempre presto muita atenção nas artes urbanas locais, e o que toma mais espaço da memória do meu celular são os grafites. Passei por Berlim, na Alemanha, onde é um prato cheio com artes por diversas regiões e ruas, principalmente na East Side Gallery, pedaço do famoso Muro de Berlim que é uma galeria de arte a céu aberto.

E foi justamente nessa vibe — de me perder pelas ruas atrás de arte, de muros rabiscados e expressões de resistência — que, em Londres, acabei caindo sem querer em um dos lugares mais icônicos da cidade: a Brick Lane.

No meu roteiro não estava escrito “ir para a Brick Lane”, e talvez essa seja a parte mais incrível. Eu só estava explorando a região de Shoreditch, que já tem fama de alternativa, e de repente me vi cercado por grafites, paredes inteiras tomadas por cores, colagens, frases… Era como andar em uma galeria aberta, viva, pulsante. A cada esquina parecia que surgia uma nova surpresa.

Foi só depois, pesquisando na internet, que percebi a dimensão cultural daquele espaço. A Brick Lane não é só uma rua: é um ponto de encontro de artistas, coletivos independentes, mercados de rua, brechós, comida típica de diferentes partes do mundo e, principalmente, arte urbana em sua forma mais pura. Um lugar onde o underground e o mainstream se encontram, mas ainda com uma energia caótica e autêntica.

Estar diante do mural dos “Three Monkeys over Brick Lane”, obra de Banksy que eu só conhecia por livros e pela internet, foi um choque. De repente eu estava ali, em uma noite, frente a frente com algo que parecia distante, intocável, parte de uma mitologia do underground que de repente ganhava vida diante dos meus olhos. Saí dali com uma certeza: no dia seguinte eu voltaria para explorar cada pedaço daquela rua, mas agora à luz do dia.

E assim fiz. Logo cedo, caminhei novamente até a Brick Lane, e a experiência foi completamente diferente. Se à noite o lugar parecia uma cena vibrante, cheia de luzes e pessoas circulando, de dia ele se revelou em detalhes. Cada muro tinha uma assinatura, cada porta era tomada por cores e camadas de histórias sobrepostas. Era como se a rua respirasse cultura.

Além dos grafites, me deparei com mercados de rua, lojinhas independentes, brechós escondidos e restaurantes com aromas de várias partes do mundo — comida indiana, bangladeshiana, turca, pizzas, hambúrgueres artesanais. A diversidade era impressionante, e a Brick Lane parecia condensar em poucos quarteirões um mundo inteiro de expressões alternativas.

O que mais me marcou foi perceber que a rua não era apenas um “ponto turístico”, mas um espaço vivo, que muda constantemente. Não existe “a” Brick Lane definitiva: a cada dia, uma nova pintura, uma nova colagem, uma nova intervenção pode surgir e transformar a paisagem. É arte em movimento, feita para ser vista e sentida naquele instante.

Caminhar pela Brick Lane me fez entender algo importante: muitas vezes, os melhores momentos de uma viagem não estão nos roteiros planejados, mas nos encontros inesperados. Descobrir aquele lugar sem saber exatamente onde estava foi uma das experiências mais intensas que já tive em Londres — e certamente uma das memórias que vou carregar para sempre.


Descobertas na Brick Lane

Gueixa de Danktichener

Uma das fotos que tirei mostra um grafite impressionante de uma gueixa, assinado pelo artista Danktichener. A obra chama atenção pelo uso vibrante de cores, principalmente tons de vermelho e azul, e pelo detalhe minucioso nos traços do rosto e do quimono, que transmitem delicadeza e força ao mesmo tempo.

“A Couple Hold Hands in the Street” de Tom Nickel

O mural “A Couple Hold Hands in the Street”, do artista Tom Nickel, pintado em uma porta vermelha, mostra dois homens de palito de mãos dadas. A simplicidade da imagem contrasta com a força da mensagem: amor, união e inclusão. Tirar uma foto dela foi quase inevitável, impossível não capturar a essência daquele momento.

Space Invader e Obey

Outra peça impressionante foi de Space Invader, localizada bem ao lado de uma obra do Shepard Fairey “Obey“. O contraste entre o pixel art lúdico de Space Invader e o estilo político e icônico de Obey cria um diálogo visual impactante, mostrando como a Brick Lane funciona como um mosaico vivo de diferentes linguagens e referências culturais.

Ateliê de Adrian Brocolli

Além disso, tive a oportunidade de visitar o ateliê do artista Adrian Brocolli, onde pude ver todas as obras dele focadas em brocolis. Cada peça era criativa, engraçada e extremamente detalhada, mostrando que a Brick Lane não é apenas sobre murais e grafites, mas também espaços que celebram ideias inusitadas e originais, reforçando o espírito experimental e inventivo da região.


Minhas fotos da Brick Lane

Essa é a primeira vez que mostro as fotos que tirei. Na época, postei poucas coisas no meu Instagram, então deixo para vocês com exclusividade os cliques que fiz em vários pontos da região da Brick Lane.

Abaixo, você vai encontrar uma galeria completa com minhas fotos — cada clique é um pedaço da rua, dos murais, das intervenções e das cores que fazem da Brick Lane um lugar único. Algumas imagens já apareceram na seção de artistas, mas agora você pode ver tudo junto, como se estivesse caminhando comigo pelas ruas.



Conclusão: o encanto da Brick Lane

Saindo da Brick Lane, percebi que aquela rua não é apenas um ponto turístico ou um local de fotos bonitas. Ela é um organismo vivo, cheio de histórias, cores, mensagens e pessoas que circulam, criam e interagem. Cada parede, cada porta, cada intervenção conta algo sobre a cultura urbana, sobre quem vive ali e sobre quem passa por ali, mesmo que só por alguns minutos.

O que torna a Brick Lane tão especial é justamente essa mistura de espontaneidade e expressão artística, onde artistas consagrados, talentos locais e visitantes se encontram, às vezes sem perceber, para celebrar criatividade e diversidade. Estar lá sem saber exatamente o que encontrar me permitiu sentir a rua de forma genuína, sem expectativas, apenas absorvendo o momento.

Hoje, quando vejo as fotos e lembro do dia, sinto que a Brick Lane é muito mais do que cores e grafites: é uma experiência de descoberta, um espaço que ensina a importância de estar atento, de se perder e de se encantar com o inesperado. Uma lição de que, às vezes, as melhores memórias vêm de lugares que a gente encontra sem planejar.

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Do Vinil ao Streaming: Como a Cena Punk/Hardcore se Reinventa na Era Digital https://www.attackurbano.com.br/2025/09/03/do-vinil-ao-streaming-cena-punk-hardcore/ https://www.attackurbano.com.br/2025/09/03/do-vinil-ao-streaming-cena-punk-hardcore/#comments Wed, 03 Sep 2025 05:43:07 +0000 https://www.attackurbano.com.br/?p=1602 A cena hardcore sempre foi mais do que música: é um espaço de expressão, resistência e comunidade. Nos anos 80 e 90, zines, flyers e fitas demo eram a espinha

O post Do Vinil ao Streaming: Como a Cena Punk/Hardcore se Reinventa na Era Digital apareceu primeiro em Attack Urbano.

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A cena hardcore sempre foi mais do que música: é um espaço de expressão, resistência e comunidade. Nos anos 80 e 90, zines, flyers e fitas demo eram a espinha dorsal dessa rede. Cada cópia impressa, cada disco de vinil enviado pelo correio carregava não só música, mas ideais, referências e histórias compartilhadas. O DIY (Do It Yourself) era a regra, e a comunicação entre fãs, bandas e coletivos dependia da criatividade e do esforço individual.

Com a chegada da internet, essa dinâmica mudou radicalmente. Blogs especializados, newsletters independentes e plataformas de streaming permitiram que o hardcore alcançasse públicos que jamais teriam contato físico com as bandas ou zines. Hoje, é possível ouvir uma demo lançada em Los Angeles no início dos anos 2000 em questão de minutos, enquanto se lê entrevistas inéditas de bandas brasileiras ou comenta sobre lançamentos internacionais em fóruns e redes sociais.

Essa transição trouxe desafios e oportunidades. Por um lado, a quantidade de informação é gigantesca — há risco de se perder a curadoria e a profundidade de conteúdo que os zines tradicionais ofereciam. Por outro, abriu espaço para novas vozes e formatos: podcasts sobre a história do punk, playlists colaborativas, transmissões ao vivo de shows e até fóruns que mantêm o espírito comunitário intacto.

O streaming, em especial, mudou como consumimos música. Antes, colecionar discos ou CDs era uma forma de dedicação; hoje, seguir uma banda no Spotify ou ouvir uma playlist no YouTube pode parecer mais fácil, mas ainda preserva o entusiasmo da descoberta. O que mudou foi a velocidade e o alcance: fãs de diferentes continentes podem trocar ideias, organizar shows e apoiar artistas sem barreiras físicas.

Mas, apesar da digitalização, a essência da música underground continua viva: o engajamento, o espírito crítico e a paixão pela música seguem guiando a cena. Plataformas modernas apenas expandiram o ecossistema, mantendo vivo o legado dos zines e do vinil. Para quem acompanha, entender essa evolução é perceber que, mesmo com mudanças tecnológicas, a cultura DIY e o sentimento de comunidade permanecem intactos.

No fim, a cena punk/hardcore nos mostra algo valioso: independente do formato — papel, vinil, MP3 ou streaming — a música e a cultura sempre encontram um jeito de se conectar com quem realmente se importa. E é isso que mantém o punk pulsando, geração após geração.


Exemplos “Recentes” de Lançamentos de Vinil

Para ilustrar como o vinil continua sendo relevante na cena underground, destacamos alguns lançamentos recentes:

Private Function (Austrália): A banda lançou uma edição limitada de seu álbum “¯\(ツ)/¯” com uma capa “scratch and sniff” que supostamente emula o aroma da famosa vela “This Smells Like My Vagina” de Gwyneth Paltrow. A edição foi um sucesso instantâneo, vendendo rapidamente e mostrando como o formato físico pode ser inovador e provocador. Fonte


Alambrada (Colômbia): A banda colombiana lançou o EP “Ríos De Sangre” em vinil, trazendo um thrash hardcore cru e energético que resgata as raízes do gênero. Fonte

Trágico - Vida Amarga

Trágico (Brasil): A banda paulista formada em 2023 lançou o álbum “Vida Amarga” em formato de vinil 12″, trazendo um hardcore punk com letras que refletem sobre a realidade urbana e social. Fonte

Candy (EUA): A banda lançou o álbum “It’s Inside You” com uma mistura de hardcore e elementos eletrônicos, disponível em vinil, mostrando a versatilidade do formato. Fonte

Ataque Zero (Colômbia): Com influências de Eskorbuto e Peligro Social, Ataque Zero lançou o EP “Ciudades”, disponível em vinil, mantendo viva a tradição do punk latino-americano. Fonte

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Bane & Stick To Your Guns – Turnê América Latina 2026 https://www.attackurbano.com.br/2025/09/03/bane-stick-to-your-guns-turne-america-latina-2026/ https://www.attackurbano.com.br/2025/09/03/bane-stick-to-your-guns-turne-america-latina-2026/#respond Wed, 03 Sep 2025 04:05:24 +0000 https://www.attackurbano.com.br/?p=1591 Dois gigantes do hardcore unem forças para uma turnê histórica que vai estremecer o continente! Entre abril e maio de 2026, a energia será liberada em seis países da América

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Dois gigantes do hardcore unem forças para uma turnê histórica que vai estremecer o continente! Entre abril e maio de 2026, a energia será liberada em seis países da América Latina — em apresentações que prometem ser inesquecíveis.

Entre abril e maio de 2026, Bane e Stick To Your Guns passam por seis países: Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia e Costa Rica. Uma oportunidade rara de ver duas referências mundiais lado a lado em noites que prometem ser inesquecíveis. A turnê é organizada pela Solid Music.


Datas confirmadas no Brasil

  • 1º de maio – Curitiba (Basement)
  • 2 de maio – São Paulo (Hangar 110)


Ingressos já disponíveis:

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California Goodbye – Grindcore “Regaço” https://www.attackurbano.com.br/2016/12/08/california-goodbye-grindcore-regaco/ https://www.attackurbano.com.br/2016/12/08/california-goodbye-grindcore-regaco/#respond Thu, 08 Dec 2016 13:16:19 +0000 http://www.attackurbano.com.br/?p=1046 Muito tempo sem postar, sem tempo pra tocar pra frente o Attack e sem tempo pra viver com alguns materiais que já estão mofando, algumas entrevistas (de 2015) que já tinha feito

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Muito tempo sem postar, sem tempo pra tocar pra frente o Attack e sem tempo pra viver com alguns materiais que já estão mofando, algumas entrevistas (de 2015) que já tinha feito e não chegaram a ser publicadas, mas agora acredito que isso vai mudar! Então bora colocar logo isso na rede mundial de computadores (WWW)…

Já apresentei aquiScena Zine, o fanzine do meu amigo Júlio Lisboa, e hoje apresento sua banda chamada California Goodbye. Direto de Americana (SP) o California Goodbye é um projeto que começou a um bom tempo como uma banda de “um cara só” mas que só em 2015 saiu do papel. Júlio conta que a ideia desde o início era de ser uma banda diferente das que ele tinha… com diferentes referências de outras bandas o California Goodbye acabou se tornando uma banda Grind. “Como eu não tinha mais uma outra banda pra “tomar meu tempo” comecei a me dedicar em compor os sons, nessa época eu estava ouvindo muito Grindcore, e consequentemente estava bolando uns sons nessa linha… a ordem era explorar coisas novas, e fazer um som regaço, rápido, mas audível!” conta Júlio.

Perguntei ao Júlio de onde veio o nome da banda e ele me explicou que California Goodbye é o nome de um filme de faroeste, de 1977, estrelado por Giulliano Gemma, que conta a história de um ex-guerrilheiro da guerra de recessão Americana, que esta voltando pra sua casa pra reconstruir sua vida. Nesse meio tempo ele faz amizade com um soldado novato que é fatalmente assassinado, depois ele se apaixona pela irmã do soldado, que é raptada e ele vai atrás dos raptores… “Eu e meu irmão assistimos trilhionésimas vezes com nosso pai na nossa infância (ele tinha a fita k7 e sempre colocava pra gente assistir). Escolhi esse nome desde o início porque primeiramente foi uma forma nostálgica de homenagear esse episódio de nossa vida, e porque também acho particularmente um puta nome foda.“.

A Gravação

A gravação

Júlio nos contou como foi toda a ideia e o processo para a primeira gravação da banda: “Marquei a data das gravações, nas minhas férias do trabalho e faculdade, porque assim teria tempo suficiente e sem pausa pra gravar, produzir, criar as coisas, tudo desde o início… Porque até então essas músicas existiam na minha cabeça, nunca havia ensaiado e nem nada, a única coisa que eu tinha além da imaginação, eram os reefs e “melodias” de voz, gravadas no celular com um violão. O processo todo rolou lá no Estúdio RG de Americana e teve a assinatura e produção do Guilherme Malosso, que me ajudou em colocar as ideias em prática, somou com algumas e me ajudou a criar alguns reefs (devido ao meu limitado conhecimento musical hehehehe) e no fim das contas gravou todas as guitarras do cd… Juntei as batucadas do meu irmão, o Adson, nas baterias, e o resultado dos meus 30 dias de férias foi o cd Comeback Home.”.

A intenção com o California Goodbye foi somente em focar nas lembranças do filme e na musicalidade, só!

Capa do cd Comeback Home
California Goodbye – Comeback Home

O California Goodbye teve esse primeiro registro em 2015, o cd intitulado “Comeback Home” que faz alusão ao filme, dentro do fato de os personagens centrais da trama estarem voltando para as suas casas após a guerra. Júlio falou que o cd contou com participação de toda sua gangue… “Nele teve a participação de alguns vocalistas de bandas que eu gosto aqui de Americana, como o Théo do Moana, o Jeh que cantava no Minottauro, o Dani que canta no True Hell, o Yuri que faz vocal no Scream of Mendes e também trabalha no RG, o Wesley e o Rafael que são integrantes em outra banda que eu tenho (Again) mas que não cantam em porra nenhuma e eu chamei pra participar e também teve a participação de outro amigo que não canta em nenhuma banda mas que curte muito umas sonzeiras que se chama Fernando.”.

See You Soon, Willie Preston

O primeiro contato que eu tive com o California Goodbye foi através do clipe “See You Soon Willie Preston” quando Júlio compartilhou no Facebook e foi rindo muito que curti o som mas não deixando de reparar que por trás da zoeira havia aquele peso e velocidade que particularmente eu curto muito então resolvi ouvir/procurar mais na época… Confira o clipe:

Júlio explica qual foi a inspiração pra essa super produção: “Desde o início a ideia nesse projeto era de fazer clipes de zoeira, eu sempre fui muito fã de Hermes & Renato e por anos entre as conversas e brincadeiras com meus amigos mais próximos, sempre criávamos alguns personagens imaginários, baseados algumas situações reais de nossas vidas, ou não, coisa de tonto mesmo… e entre essas “imaginações” a gente ficava pensando tipo em um “Black Metal Brasileiro”, manja? Meio que um cara padrão, que trabalha dia de semana em um trampo comum, e no final de semana ele se “fantasia” e vira um puta dum rockerão rebelde (tem muita gente que é assim). Aí ficávamos imaginando ele fazendo coisas normais, coisas de brasileiros, tipo indo dar rolê de bike no centro , comer pastel no mercadão, tomar cerveja, essas coisas… Foi aí que meus amigos Miguel e Rafael da Fakker Films toparam abraçar essa ideia e gravar o clipe.“.

Você pode conferir mais sobre o California Goodbye nos seguintes links das redes sociais ou também ouvir/baixar o cd “Comeback Home”:

Facebook
Youtube
Bandcamp
Tumblr
Dropbox (download)

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Mini Documentário “Onde está o Emo no Brasil?” https://www.attackurbano.com.br/2016/11/22/mini-documentario-onde-esta-o-emo-no-brasil/ https://www.attackurbano.com.br/2016/11/22/mini-documentario-onde-esta-o-emo-no-brasil/#respond Tue, 22 Nov 2016 19:54:02 +0000 http://www.attackurbano.com.br/?p=1016 Há quem diga que o Emo morreu, mas para os verdadeiros emos que viveram a época mainstream e não aceitavam o que a mídia passava sobre o “estilo” isso não é

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Há quem diga que o Emo morreu, mas para os verdadeiros emos que viveram a época mainstream e não aceitavam o que a mídia passava sobre o “estilo” isso não é verdade. E esse é o foco do mini documentário Onde está o Emo no Brasil? resultado do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do estudante/jornalista Matheus Muniz.

Segundo Matheus: “A ideia do projeto foi mostrar onde está o Emo no Brasil hoje, depois de ser uma dos gêneros mais comentados nos últimos anos, ele acabou esquecido pelo grande público e muitos acham que ele acabou, mas na verdade ele está mais vivo que nunca no cenário independente e com muitas bandas relevantes e que geralmente o grande público não conhece.”. Ele também disse que essa é uma versão acadêmica e que pretende continuar a ideia em forma de um longa-metragem.

O “doc” conta com entrevistas da galera do cenário brasileiro Capilé (Water Rats, Sugar Kane), Fausto (Good Intentions, Dance Of Days) e Shamil (Faca Preta, Horace Green).

Confira o documentário:

Quem quiser entrar em contato com o Matheus e/ou saber mais informações é só conferir os links:
Facebook
Youtube
E-mail

 

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