Bad Day, entre o hardcore melódico, resistência e novas tempestades no underground

Diretamente de Curitiba/PR, a Bad Day mistura a energia do Hardcore Melódico com a intensidade do Emocore, entregando composições honestas que refletem o cotidiano, sentimentos e emoções de forma crua, sem filtros. A formação conta com Lucas (guitarra e vocal), Berg (guitarra e backing vocal), Evandro (baixo e backing vocal) e Marco (bateria).

A história do grupo remonta a alguns anos, mas foi em novembro de 2024 que a formação atual se consolidou, após um período de hiato. Evandro e Marco, integrantes remanescentes, se reencontraram com Berg — que ensaiava no mesmo estúdio em um horário anterior — e a química musical aconteceu de imediato. Pouco depois, Lucas se juntou ao time, completando a identidade da Bad Day.

Cada integrante traz influências próprias, mas nomes como Basement, Hateen, Samian, Fresno e Menores Atos marcam presença no lado mais emocore. Já na vertente hardcore, referências como Rise Against, Bad Religion, Hot Water Music, The Flatliners, Dead Fish e Sugar Kane ajudam a moldar o estilo. O rap também aparece como inspiração, tanto na escrita quanto na construção das músicas.

As letras nascem de sentimentos que insistem em retornar durante momentos de reflexão ou ócio: pensamentos do tipo “e se eu tivesse feito…?”, questionamentos sobre relacionamentos, persistência, autoconfiança e até desabafos sobre o peso da vida. O contexto social em que vivemos também aparece, sempre com o objetivo de mostrar que, se alguém se identifica com aquelas histórias, não está sozinho — mesmo que seja “chorando no banho escondido pra ninguém ver”, como brinca a banda.

Na bagagem, a Bad Day já tem dois EPs e um single. O primeiro, Sentido Oposto (2023), foi gravado com outra formação e sonoridade. Já com o time atual, vieram o Single Milhas e o EP Navegando na Tempestade, ambos disponíveis no Spotify e em praticamente todas as plataformas de streaming.

Milhas ganhou ainda um clipe produzido de forma totalmente DIY (Do It Yourself), desde a construção do cenário até a direção e edição, realizado pela própria banda com ajuda de amigos e familiares. O resultado pode ser conferido logo abaixo ou no canal oficial do YouTube:

Para o grupo, clipes são indispensáveis no cenário atual. Mais do que uma ferramenta de divulgação, eles são uma forma de mostrar quem está por trás do som e ampliar a mensagem das músicas através do audiovisual. É uma maneira de acrescentar camadas de significado, com elementos visuais e referências que vão além do áudio.


Gravação do EP Navegando na Tempestade


O processo de gravação de Navegando na Tempestade foi intenso. O EP foi registrado no Estúdio Umsó, em São Gonçalo, com produção, gravação, mix e master de Mario Netto (Plastic Fire/Triunfe). Durante quatro dias, os músicos literalmente moraram dentro do estúdio, enfrentando momentos de diversão, estresse e cansaço, sempre com tempo e recursos limitados. Apesar da correria, o resultado superou as expectativas e se tornou motivo de orgulho. Além do trabalho técnico, Mario também hospedou a banda em sua casa e ofereceu todo o suporte necessário, o que rendeu agradecimentos calorosos dos integrantes.

Falando da cena curitibana, a banda reconhece a relevância histórica da cidade dentro do hardcore nacional, especialmente no início dos anos 2000, quando tudo acontecia de forma rudimentar, mas cheio de energia. Se no passado havia exploração de bandas por produtores, hoje esse problema diminuiu bastante. Por outro lado, a cena autoral perdeu espaço diante da ascensão de tributos e covers. Para a Bad Day, embora esse formato tenha seu valor, não é sustentável a longo prazo. O desafio agora é conquistar espaço, furar a bolha dos conhecidos e firmar um público próprio — algo difícil para uma banda independente, mas que eles fazem com paixão.

Os integrantes também carregam experiência de outros projetos. Evandro e Marco seguem na Bad Day há algum tempo, mas Evandro já teve o This Disaster, focado em New Found Glory, enquanto Marco passou pela Dialética. Berg vem da reconhecida All The Postcards, e Lucas integrou a Cannon of Hate, de São Paulo.

Entre os momentos mais marcantes da trajetória, o grupo destaca a gravação do EP, do single e do clipe mais recentes. A vivência intensa no estúdio e a experiência audiovisual trouxeram aprendizados valiosos e marcaram um novo patamar para a banda.



Próximos shows

Na estrada, a banda tem algumas datas confirmadas:
– 04 de outubro: Festival Brava Rock – Angra dos Reis/RJ
– 11 de outubro: Curitiba/PR, ao lado da banda sueca Rebuk

Quem quiser conhecer melhor o trabalho da Bad Day ou até mesmo entrar em contato com os caras, pode conferir os links e contatos abaixo:

Contato
E-mail: badday.show@gmail.com
Tel: (41) 99143-4052 / (41) 99732-4441

Redes e Links
Spotify
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