Comsequência – O peso maringaense
Já apresentamos aqui o documentário Moshada, sobre a cena Hardcore de Maringá (PR) e hoje trazemos uma das bandas presentes neste vídeo: a Comsequência.
Formada em 2010 por Gary, Eduardo e Allan com a proposta de “ter um meio de falar nossas vontades e tocar o estilo de música que quisermos, totalmente autoral” a Comsequência apresenta um som que vai do Hardcore ao Metal com as influências que os membros tem de algumas bandas como Parkway Drive, Sick Of It All, Close Your Eyes, Ratos de Porão entre muitas outras. Gary conta que teve a ideia de formar uma banda para soltar pra fora tudo o que queria falar sobre sua visão de mundo, de relacionamentos, religião e política, então foi atrás de músicos “com as mesmas ideias e influências”. Hoje a banda conta com a seguinte formação: Eduardo Rodrigo o “Du” nos vocais, Silvio de Carvalho Jr e Firmino Jr nas guitarras, Cesar Azevedo o “Gary” no baixo e nos vocais e Allan Ribeiro o “Loverman” na bateria e nos vocais.

Em 2011 a Comsequência lançou seu primeiro EP intitulado “Para Todos Aqueles que Não Vivem o Aqui e o Agora” e mais tarde lançaram três singles: “Novo Mundo”, “Evolução” e “Iluminado”. A banda conta que está em fase de finalização da produção de seu primeiro CD que contará com 10 músicas, previsto para ser lançado no primeiro semestre de 2016 com clipe e boa divulgação. Confira as músicas no bandcamp ou soundcloud da banda.

A Comsequência trás letras motivadoras, Du o vocalista nos conta que sempre tenta escrever sobre mensagens positivas pois “As pessoas estão precisando entender que o mundo tá um inferno e que devem mudar isso, a partir de si, de dentro pra fora: primeiro você, depois os outros.” e Alan também afirma “As letras são feitas para as pessoas acreditarem em si mesmas, até mesmo sua fé pessoal, sua espiritualidade, o bem interior, sem deixar de lado a crítica político social sob uma perspectiva pessoal e coletivo.”.
As pessoas estão precisando entender que o mundo tá um inferno e que devem mudar isso, a partir de si, de dentro pra fora: primeiro você, depois os outros.
Em sua página do vimeo a banda explica o significado do nome: A ideia do nome “Comsequência” vai muito além do literal. A junção das palavras “Com” e Sequência” remetem a concepção das “consequências” que devemos encarar, como resultado de nossas escolhas no caminho da vida (por isso, “Com Sequência”, a vida segue um caminho, uma sequência).
Quando pergunto sobre como eles analisam a cena local Gary diz “É complicado dizer que a nossa cena está na melhor fase, pois é a única cena da qual eu participei e participo, mas já teve outros tempos onde muita coisa boa aconteceu no cenário Hardcore/Punk…” e completa com “O que posso dizer é que a cena está ótima porque nunca antes havia estilos diferentes de grupos e bandas se unindo para fortalecer a busca por espaço e público, todas com a mesma ideia: mudar o mundo ao nosso redor.”. Alan o baterista logo diz “Falar sobre a cena é uma coisa chata, porque é óbvio que as pessoas vão achar que a gente vai puxar a mesa pra gente, e achar que nós somos os oprimidos por reclamar… Eu acho a cena uma vergonha: banda cover tem cachê de R$2.000,00 mais todo o bar… E as bandas que fazem o corre autoral, necessitam de suporte para ensaiar, para equipamentos, viagens, merchandising, tudo por amor pela sua música própria…”.
Gary também desabafa sobre a situação do público da capital paranaense “Percebemos que em Curitiba é que parece que o público, e até algumas bandas, fazem pouco caso com o que rola no interior. Eles ficam mais ligados na cena dentre as capitais do Brasil e ignoram o que acontece em outros nichos…”. Ele também comenta sobre quando tocaram na cidade “Lembro de conversar com algumas pessoas no primeiro show da Comsequência em Curitiba, e muitos nem sabiam que rola um movimento no interior do Paraná” – o que é uma pena!
Confira abaixo o clipe da música “Evolução”:
Apesar desta situação eles comentam que sempre buscam ser ativos na cena de sua região, comparecendo e apoiando eventos de Rap, Hip Hop, Punk Rock, Grindcore, Metal e eventos culturais colaborativos, causas sociais, filantrópicas, etc. “Já organizamos vários eventos independentes, em parceria com bandas amigas, mas nos últimos tempos tem sido difícil conseguir espaço em casas de shows na região… Buscamos espaços alternativos, como ruas, praças, espaços improvisados em estúdios, salões, para tocar e mostrar nossas ideias em festas colaborativas, e por vezes, beneficentes.”.
Alguns membros da Comsequência também participam de outros projetos musicais, Du também é vocalista da banda de Hardcore melódico Quarentine, Silvio é baixista da banda de Rock alternativo Erasmo Vive e Allan também é baterista na Drawtheline, todas, bandas de Maringá (PR).
Como mensagem para a galera Allan diz “Eu tenho esperança para que a cena regional e nacional melhora, que tenha mais interessados, mais públicos, mais pessoas do meio interessadas em crescer, em fazer acontecer, isso seria muito importante.”. E Gary também solta “Para o público em geral, que gosta de som pesado, mensagem direta e DIY, façam acontecer, não seja como o personagem da música ‘O Rebelde Virtual’ da banda PENSE. A cena, as bandas, precisam que o contexto cultural do Hardcore e Metal mude, que as bandas possam ser reconhecidas e apoiadas, com gente comparecendo aos shows, consumindo o merch e riscando o CD (ou o HD) de tanto ouvir as músicas, e absorver de verdade a mensagem proposta, de igualdade, respeito, motivação, cooperação, de um mundo melhor.”.
Para quem quiser conferir mais sobre o Comsequência ou entrar em contato deixamos listamos aqui os links das redes sociais da banda:
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